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FILME | Flores Raras

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Elizabeth Bishop é um nome que algumas pessoas já ouviram falar, mas como eu não sabem a história que envolve essa poeta.

Eu comecei a assistir esse filme sabendo que era inspirado em uma história real e que tinha alguns atores brasileiros, nada mais do que isso. E foi bom ter visto porque me despertou a curiosidade para saber mais sobre essa poeta e também sobre a paisagista brasileira Lota de Macedo que faz parte da história.

Ambientado no Brasil dos anos 50, o filme contará a história do relacionamento entre a poeta norte‐americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares. Extremamente rico e, ao mesmo tempo, bastante conturbado, esse relacionamento rendeu frutos que são marcos artísticos universais: de um lado, a poética de Bishop, cujo auge ocorre exatamente no período brasileiro da poeta; de outro, a idealização e construção do Aterro do Flamengo, obra arquitetônica mundialmente conhecida, nascida do gênio delirante de Lota. Ao mesmo tempo, o filme será um passeio pela vida política, privada e pela história brasileira do Rio de Janeiro, na década de 50.

Essa é uma história muito forte e interessante, que poucas pessoas pensariam ser provável se não soubessem que aconteceu de verdade.

Uma boa parte do filme foi filmada aqui no Brasil e eu adorei o fato de muitas falas e conversas dos personagens acontecerem em português, isso faz a história soar mais realista. Principalmente porque o filme é dirigido pelo brasileiro Bruno Barreto, mesmo tendo a participação de atores americanos como: Tracy Middendorf.

O que me decepcionou um pouco foi que o filme retrata vários momentos de um período de tempo muito grande e fica um pouco difícil criar vínculo com os personagens e principalmente de aceitar e entender o romance. No começo não temos cenas que nos mostram como elas se apaixonaram e como o relacionamento já não é o mais fácil, fica difícil simpatizar pelo romance.

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A fotografia está muito bonita e as atrizes maravilhosas. Mais um ponto para Glória Pires que nos apresentou uma personagem tão forte e intensa que em vários momentos eu senti muita raiva dela.

Esse não é um filme excelente, mas fico feliz em ver essa história sendo representada, e agradeço a ele por abrir as portas para que eu conheça mais sobre essas duas mulheres fortes e interessantes que eu ainda não conhecia.

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SÉRIE | O tempo entre costuras

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Eu li no último mês o livro O tempo entre costuras da escritora Maria Duênas, e gostei muito por todo contexto histórico que é abordado e também por ser um romance não convencional e bem longe de parecer água com açúcar.

Veja no vídeo abaixo o que eu achei do livro:

 

Quando gravei esse vídeo a série ainda não estava disponível na Netiflix e não era fácil achar uma versão decente nos esconderijos da internet, mas por sorte uma semana depois ela passou a fazer parte do catálogo e eu pude assistir aos 17 episódios da novela que foi inspirada no livro O tempo entre costuras.

Toda a história que acontece no livro também acontece na série, sem precisar ficar enrolando para preencher episódios, diferente do que geralmente acontece quando adaptam um livro para série. Isso provavelmente aconteceu porque ela foi criada em formato de novela, com apenas uma temporada, e acredito que foi o suficiente para contar toda a história.

O visual da novela é muito bonito e nos ajuda a visualizar todos os lugares que a personagem conheceu. Pouca coisa foi incluída para a adaptação e essas cenas só serviram para nos dar um pouco mais de ação e romance. Todo o contexto histórico que é muito bem detalhado no livro é mostrado superficialmente na série, mas não é totalmente deixado de lado.

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A atriz Adriana Ugarte que interpreta a personagem principal, fez uma trabalho maravilhoso e representou muito bem todas as mudanças que a personagem passa nas várias etapas de sua vida.

E para quem gosta de moda a novela é um prato cheio de figurinos lindos e modelagens bem feitas, além de trazer muita nostalgia por mostrar uma costureira em uma época que não existia recursos para moda.

Essa adaptação serve para mais uma vez reforçar a ideia de que não precisamos mais ficar presos aos filmes e séries americanas. Temos muitas outras opções excelentes espalhadas por aí.

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FILME | Um contratempo

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Já faz um tempinho que eu parei de assistir apenas filmes de Hollywood e comecei a dar uma chance para filmes de outros países, e confesso que não estou me arrependendo.

Um contratempo é um filme espanhol que eu provavelmente passaria batido se não fosse por indicação, simplesmente por se tratar de um filme de suspense.

Tudo está indo muito bem na vida de Adrián Doria: seu negócio é um sucesso, sua família é linda e sua amante Laura não tem problemas com o fato de manterem seu caso em segredo. Até o dia em que ele desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra Laura morta no banheiro. Como o quarto está trancado por dentro, sem nenhuma maneira de entrar ou sair, ele é imediatamente acusado pelo crime, mas recorre à melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman, para tentar reconstruir o que realmente aconteceu. 

É bem comum nos filmes de suspense que a gente já descubra o que aconteceu antes mesmo de chegar no meio da história, e isso é uma das coisas que mais me desanima no gênero. Mas não acontece nesse filme que foi dirigido por Oriol Paulo e que me deixou sem saber o que tinha acontecido  até o final.

As cenas são tão bem organizadas de forma que além de nos prender e aguçar a curiosidade, também nos engana e despista o tempo todo. As atuações são tão boas que nos deixam sem saber a real intenção dos personagens até o final da história e desmistifica a ideia de que é ruim ver filme em línguas que não sejam o inglês.

Eu me canso fácil de filmes nesse estilo e poucos me convencem o suficiente para eu dizer que gostei, mas esse sem dúvida está na minha lista de filmes de suspense prediletos.

 

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Filme | Buster’s Mal Heart

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Estou cada vez mais me apaixonando por tudo que o ator Rami Malek faz, e mesmo assim sempre me surpreendo.

O filme Buster’s Mal Heart que estreou esse ano, mas já está disponível na Netflix é um desses que dá a oportunidade da gente conhecer melhor e amar esse ator.

Um ermitão consegue sobreviver ao inverno e às investidas das autoridades que tentam levá-lo para centros de detenção, invadindo casas de veraneio vazias devido a fria estação. Nessas casas, seus sonhos são sempre sobre um homem perdido no mar.

 

Esse é daqueles filmes lentos que vai acontecendo aos poucos e você tem que estar preparado para sentir e absorver tudo. Rami representa um homem frustado e confuso que não sabe ainda conciliar os sacrifícios que faz com a gratidão e o arrependimento que sente.

Além do filme ser dirigido por uma mulher ( Sarah Adina Smith) o que me faz ficar satisfeita só por isso, esse também é um filme com fotografia excelente, trilha sonora bem alinhada e um trabalho de direção maravilhoso.

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Em várias cenas é perceptível como o angulo da câmera funciona bem para nos ajudar a entender os sentimentos do personagem (destaque para as cenas na recepção do hotel) e a trilha sonora também nos faz participar dos conflitos sem forçar muito a barra.

Esse não é um filme para explodir a sua mente e nem para te emocionar. É uma história profunda e cheia de significados que podem ser diferentes para cada pessoa que está assistindo.

Até então a diretora não tem muitos trabalhos de grande sucesso, mas eu com certeza vou ficar de olho porque esse filme me mostrou que ela sabe exatamente o que está fazendo.

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Documentário | Gaga: Five Foot Two

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Sexta feira dia 22 de setembro a Netflix lançou um documentário original sobre a carreira da cantora pop Lady Gaga. Estaria mentindo se dissesse que sou super fã da cantora e que sei o nome dos álbuns dela ou pagaria para ir a um show. A questão é que eu gosto de documentários,  de música então, eu gosto mais ainda.

Gaga: Five Foot Two é um documentário de 2017 sobre a cantora e compositora norte-americana Lady Gaga. O filme documenta eventos acerca da produção e do lançamento de seu quinto álbum de estúdio, Joanne, e da sua apresentação no intervalo do Super Bowl LI. O filme, dirigido pelo artista visual e documentarista Chris Moukarbel, foi lançado no Festival Internacional de Cinema de Toronto, antes da estreia oficial na Netflix em 22 de setembro de 2017.

Até então da cantora eu só conhecia o show excelente que ela apresentou no intervalo do Superbow em 2016 e conhecer um pouco mais sobre a sua carreira e principalmente sobre o álbum Joanne foi muito bom. O foco principal não foi a carreira completa da cantora, mas sim a realização do álbum e a pessoa que ela é agora, depois de ter passado por muitas coisas na carreira e na vida pessoal.

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O filme aborda também um pouco sobre as dores físicas que a cantora sente e como isso influencia nos seu trabalho.

Gosto de documentários sobre músicos porque mostra a parte frágil da carreira e conseguimos perceber que são humanos como nós.

Ainda adoro assistir filmes sobre personalidades antigas e famosas que já morreram e tem muita história para contar, mas acho que deveriam fazer mais documentários bons como esse sobre artistas que ainda estão vivos e ativos, faz com que a gente entenda melhor e respeite mais os artistas que temos.

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Resenha | KINGSMAN 2 – O CÍRCULO DOURADO

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Desde quando eu nem sabia que teria um segundo filme, Kingsman já era considerado um filme de exageros e cenas de ação empolgantes. O primeiro filme do que agora virou uma franquia, Kingsman – The Secret Service (2014) foi bom, mas agora tenho certeza que eles acertaram em apostar em uma continuação.

Após um ataque ao Quartel General da Kingsman, a equipe remanescente vê como única opção procurar ajuda da organização de espionagem Statesman, que é como uma versão americana da agência Kingsman. Lá eles vão trabalhar juntos contra a responsável pelo ataque, que também é a maior traficante dos Estados Unidos e está tramando para se tornar mais conhecida e poderosa.

Esse é daqueles filmes que a gente não pode levar muito a sério, e é exatamente isso que faz a experiencia de assistir muito mais divertida.

O elenco além de ter alguns atores do primeiro filme ( Taron Egerton, Mark StrongSophie Cookson) dessa vez trouxe junto alguns outros rostos conhecidos como: Julianne Moore, Channing TatumHale Berry e o maravilhoso Pedro PascalPedro Pascal que a gente já conhece bem da atuação na série NARCOS. Geralmente não gosto de filmes que apostam em elenco com muitos atores famosos, tenho a sensação que o diretor precisa se preocupar muito em dar espaço para todos os atores brilharem e fica faltando um pouco de atenção no roteiro. Mas para esse tipo de filme adimito que funcionou bem.

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Um pouco mais que no primeiro, esse filme apostou bastante na comédia e incluiu personagens que existiam apenas para nos fazer rir. Um exemplo disso é a participação do cantor Elton John que não foi pequena e traz muita leveza e cenas engraçadissimas.

Dessa vez as cenas fortes e até mesmo nojentas vieram com mais força, e junto com elas as cenas exageradas e caricatas que a gente adora, principalmente quando sabe que aquilo seria imposível na vida real. A motivação da vilã e a crítica social atrelada a isso é muito mais convincente e eu particularmente gosto muito mais dessa mulher elegante e  louca do que do esquisito da lingua presa que foi interpretado pelo Samuel L. Jackson no primeiro Kingsman.

O que continua bom são as cenas de luta que além de lindas e bem coreografadas, são claras e a gente consegue ver e entender cada soco que acontece (cenas de luta escura e com milhões de corte a agente deixa para os super heróis).

Muito mais do que um filme de ação, Kingsman –  O círculo dourado é um filme divertido e deve ser apreciado assim. Talves não seja necessário mais um filme, sou do time que acha que não se mexe com o que está bom, mas se o proximo vier no mesmo tom, eu vou com certeza querer conferir.

 

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Como foi o FLIBH 2017

Pela segunda vez o FLIBH (Festival Literário Internacional) reuniu os amantes dos livros de Belo Horizonte para dois dias de evento literário.

O evento que aconteceu do dia 14 ao 17 de setembro reuniu vários autores, editoras e leitores no Centro de Referência da Juventude que em dias normais funciona como um espaço cultural voltado para os jovens.

Eu participei do evento apenas no dia 16/09 sábado, mas foi o suficiente para ver o quanto a organização se dedicou e como a escolha do espaço foi acertada.

Um espaço da Rua Guaicurus foi ocupado por um palco e nele aconteceu alguns espetáculos.

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Na parte interna do Centro de Referência da Juventude a Arena foi usada como espaço para que os autores que estavam lançando seus livros dessem autógrafos.

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Em todos os corredores tinham bancas de editoras com livros de vários estilos incluindo infantil e acadêmico e com bastante promoção.

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Em vários auditórios e salas estava acontecendo bate papos e palestras sobre assuntos variados, e eu assisti ao bate papo Encontros e Leituras que aconteceu na Sala das Artes com a presença da Letícia Pimenta do  blog COISAS DE MINEIRA e que também é fundadora do CLUBE DO LIVRO BH. Teve também a presença da Juliana Gomes que é fundadora do projeto lindo LEIA MULHERES que conta com clubes de leituras em 23 estados. E o mediador dessa conversa foi o Samuel Medina que é escritor, mediador de leitura e integra o COLETIVO SIMPLES.

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Esse foi sem dúvida um evento de sucesso e eu já estou ansiosa esperando pela próxima edição.